Compositor: Não Disponível
Sozinho enfrentando o mal-estar
Do nada do inverno quando o frio está lá fora
O além me ameaça como a segunda-feira o faz nas tardes de domingo
E aqui estou eu
Tentando encontrar algo que
Me faça acordar, ainda que me mate
Se entretém, eu preciso experimentar agora
Mas não consigo parar de comer
Somente se vocês estivessem aqui
Entenderiam que tudo no mundo já está feito
E que não resta nada
Para nós que nascemos neste maldito século vinte ridículo
Que chegou tão tarde que não me deu tempo
De fazer algo que seja original, ainda que esteja certo, eu sei que está errado
Tudo o que me rodeia é tão banal
E é hora de um desastre
Um desordem monumental
Não quero me machucar
Só dar uma balançada, talvez
E agora que o calor chegou
O ventilador gira no teto alto e
E me olha com parafusos como se fossem óculos
E me julga porque eu não me mexo mais
O tédio é como uma tempestade de cruzes
E pecados, que são sete
Eu sou o quarto e vocês podem ver
É porque já não resta nada para fazer
Estou vazio!
E é hora de um desastre
Um desordem monumental
Não quero me machucar
Somente dar uma balançada, talvez
E é hora de um desastre
Um desordem monumental
Não quero me machucar
Somente dar uma balançada, talvez
Nada para fazer
Nada para fazer
Nada para fazer